Little Known RMD Strategy Allowed by the IRS
For investors with $1M+ in retirement accounts, the tax code allows specific strategies that can reduce your tax exposure once RMDs begin—but only if used before then.
The window is open for anyone within ten years of 73. A fiduciary advisor can review which may apply, at no cost.
Tempo de leitura: 4 minutos
TLDR: O PIB português avançou 2,5% no segundo trimestre de 2026, colocando Portugal como o terceiro país que mais cresce na Zona Euro, apenas atrás da Lituânia e de Espanha. Ao mesmo tempo, os Certificados de Aforro vão voltar a subir em agosto, e o Governo anunciou que está a preparar um plano de poupança nacional. Boas notícias no papel — mas o que significa isto na prática para as suas finanças?
Quando a economia cresce, a tendência é para os salários subirem, o emprego estabilizar, e o crédito ficar mais acessível. Portugal tem crescido acima da média europeia há vários trimestres consecutivos, o que é um sinal estruturalmente positivo. A explicação para este crescimento está na aceleração do consumo privado, que compensou a desaceleração do investimento. Em linguagem directa: os portugueses estão a gastar mais, e isso puxa a economia para cima.
O problema é que crescimento do PIB e crescimento do poder de compra são coisas diferentes. O Banco de Portugal reviu em baixa o crescimento para 1,8% em 2026 e apontou para uma inflação próxima dos 3%, o que significa que os preços continuam a subir mais depressa do que muitos rendimentos. Para quem não teve aumento de salário acima de 3% nos últimos 12 meses, o crescimento da economia não se traduziu em mais dinheiro disponível no final do mês.
Os Certificados de Aforro sobem de novo em agosto
A taxa de juro dos Certificados de Aforro vai voltar a subir em agosto de 2026, com a Euribor a três meses a fixar-se claramente acima dos 2,4%, cerca de 12 pontos base acima dos 2,356% de julho. É a quinta subida consecutiva. Para quem tem Certificados da Série F subscritos há mais de um ano, os prémios de permanência somam-se à taxa base e melhoram o retorno real.
Se ainda não subscreveu Certificados de Aforro e tem dinheiro a render menos de 2,5% noutros produtos, este é o momento certo para comparar. Capital garantido pelo Estado, liquidez após três meses, e uma taxa que acompanha a Euribor num ciclo de subida.
O plano de poupança nacional que o Governo está a preparar
O ministro das Finanças confirmou que o Governo está a preparar um plano de poupança abrangente para incentivar o aforro das famílias, que incluirá uma proposta de contas de poupança e investimento. Os detalhes ainda não foram divulgados, mas o sinal é claro: o Estado reconhece que a taxa de poupança portuguesa está abaixo do que devia estar, e quer criar incentivos fiscais para mudar isso.
O que isto pode significar na prática: contas com benefícios fiscais semelhantes ao que existe noutros países europeus, onde os rendimentos de poupança até determinado montante estão isentos de impostos. Para já, é uma intenção política sem calendário definido. Mas vale acompanhar, porque se se materializar pode mudar o cálculo de onde guardar o dinheiro.
O que fazer com esta informação agora
Três movimentos concretos para quem quer aproveitar o contexto actual. Primeiro, verificar se os Certificados de Aforro fazem sentido como substituto ou complemento ao depósito a prazo actual — a taxa de agosto vai ser a mais alta do ano. Segundo, acompanhar o anúncio do plano de poupança nacional: se incluir isenções fiscais, pode valer a pena esperar antes de fechar produtos de médio prazo. Terceiro, se o salário não acompanhou a inflação nos últimos 12 meses, este é o argumento para uma conversa sobre actualização salarial: a economia cresceu 2,5%, a inflação está nos 3%, e os dados estão do seu lado.
P.S. Conhece alguém que quer perceber o que está a acontecer na economia portuguesa sem ter de ler cinco jornais? Reenvie esta edição. A Leitura Financeira é gratuita e chega todas as semanas ao email.

