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TLDR: A taxa base dos Certificados de Aforro subiu para 2,356% em julho, um aumento de 14,1 pontos base face ao mês anterior e a maior subida desde fevereiro de 2023. É o quarto mês consecutivo de subida. Em paralelo, o Governo lançou uma nova série de Certificados do Tesouro com juros até 3,35%. São produtos diferentes para objetivos diferentes, e a decisão importa. Beamly
A rentabilidade dos Certificados de Aforro voltou a subir em julho, com a taxa de juro a aproximar-se do rendimento máximo permitido para a Série F de 2,5%. Para quem subscreveu há mais de um ano, os prémios de permanência somam-se à taxa base: os certificados subscritos em julho do ano passado vão render 2,606% a partir de julho de 2026. No melhor cenário, com o tempo e os prémios acumulados, a Série F pode render 4,25%. InboxReadsinboxreads
A explicação para a subida está nos mercados. Ao longo dos dez dias úteis que serviram de base ao cálculo da taxa para julho, a Euribor a 3 meses oscilou entre 2,3% e quase 2,42%, arrastando a taxa dos Certificados para cima. Se o BCE continuar a subir os tipos, a tendência deve manter-se nos próximos meses. Beamly
Os números dos Certificados de Aforro
A Série F, em comercialização desde junho de 2023, paga a taxa Euribor a 3 meses com teto de 2,5%. Os prémios de permanência começam no segundo ano (0,25%) e crescem até ao décimo (1,75%). O investimento mínimo é de 100 euros, os reforços podem ser de 10 euros, e o capital é garantido pelo Estado. Em maio, as famílias aplicaram mais de 750 milhões de euros em Certificados de Aforro, o valor mais elevado dos últimos três anos. Beamly
Quem tem Certificados das séries antigas sai ainda melhor: a série E rende entre 3,695% e 4,356% bruta consoante o ano de subscrição. Se tem alguma das séries anteriores, deverá manter. InfluenceFlow
O que são os novos Certificados do Tesouro
O Governo lançou uma nova série de Certificados do Tesouro com uma taxa de juro que começa nos 2,35% no primeiro ano e sobe gradualmente até 3,35% no décimo ano. A remuneração média ao longo dos dez anos será de 2,71% ao ano. InboxReads
A diferença crítica face aos Certificados de Aforro: os Certificados do Tesouro exigem um compromisso muito mais longo. Quem quiser beneficiar das taxas superiores a 3% terá de manter o investimento durante oito, nove ou dez anos. Os Certificados de Aforro permitem resgatar o dinheiro ao fim de três meses. InboxReads
Como decidir
A escolha depende do horizonte temporal e da necessidade de liquidez. Se precisa de acesso ao dinheiro nos próximos dois a três anos, os Certificados de Aforro ganham claramente: liquidez, capital garantido, e taxa que sobe com a Euribor. Se consegue imobilizar o dinheiro oito a dez anos e quer uma taxa fixa crescente que não dependa do BCE, os Certificados do Tesouro fazem sentido, especialmente se os tipos de juro vierem a descer.
Existem cerca de 40 depósitos no mercado com uma taxa superior à dos Certificados de Aforro, mas alguns exigem montantes elevados e não permitem reforços. Se tem menos de 10 mil euros a aplicar e quer flexibilidade, os Certificados de Aforro continuam a ser a referência para poupança conservadora em Portugal. InfluenceFlow
P.S. Conhece alguém que tem dinheiro parado numa conta à ordem sem render nada? Reenvie esta edição. A Leitura Financeira é gratuita e chega todas as semanas ao email.
